Em tempos de eleição, questionamos o plano de governo dos candidatos, fazemos um levantamento da vida política pregressa, comparamos a postura de um com o comportamento do outro, enfim, analisamos uma série de detalhes para decidir o voto nas urnas.
Mas tem algo que ocorre nesta época que faz aparecer as ações sociais, as grandes obras, ou seja, parte do plano de governo renasce do papel como uma Fênix que veio das cinzas: é a magia das eleições.
Os ocupantes dos cargos públicos, no ano eleitoral, transformam-se em verdadeiros mágicos que retiram o coelho da cartola, sendo que a mesma encontrava-se vazia durante o espetáculo. Eles fazem verdadeiros milagres acontecerem no período próximo às eleições: surgem casas populares, viadutos, hospitais, escolas, creches e uma infinidade de benefícios para a população, principalmente para as classes menos favorecidas.
O povo brasileiro escolhe o novo pleito a cada quatro anos, porém se contabilizarmos todas as promessas de campanha e as ações colocadas em prática, constatamos que a maioria dessas mágicas ocorrem no período eleitoral. O objetivo é óbvio: realizar grandes feitos no ano das eleições para a população lembrar-se dos candidatos na hora de digitar o voto na urna.
Os ocupantes dos cargos públicos são ardilosos e sabem que uma grande parcela dos cidadãos são extremamente manipuláveis. Eles usam a dialética, a boa aparência, os sorrisos, os tapinhas nas costas e, quanto mais feitos ostentarem, melhor as chances de arrecadarem os tão esperados votos.
Por isso, o ano das eleições é fundamental para a escolha do candidato, mas devemos levar em conta também o que ele realizou nos anos anteriores. Essa campanha aliada aos últimos trabalhos realizados tornou-se uma "compra de votos" não declarada, já que o interesse dos políticos não é o bem comum e sim uma arrancada para vencer o pleito. Assim sendo, voltamos à ideia do interesse próprio sobrepor as necessidades da população.
O verdadeiro eleitor comprometido com a escolha do melhor candidato deve fazer uma profunda reflexão e não se deixar levar pelas falsas promessas, histórias de grandes realizações _ principalmente no período eleitoral _ para que os coelhos sejam retirados das cartolas durante os quatro anos de mandato e não apenas no último ano a fim de merecerem o salário recebido que é pago com os suados impostos daqueles que escolhem os seus representantes.