domingo, 21 de novembro de 2010

Tropa de elite 2 - O inimigo agora é outro

Pra quem ainda não assistiu, vale a pena conferir a continuação do longa Tropa de Elite. Você não precisa assistir ao primeiro para entender a sua continuação. Basta procurar uma das salas de cinema e se deleitar com mais esta obra-prima da produção nacional.

Tropa de elite 2 - O inimigo agora é outro é muito mais inteligente em relação ao primeiro, mantendo a linha de mostrar a realidade com veracidade, mas há uma dose de reflexão a mais ao evidenciar os bastidores da política, das milícias e sua correlação longe dos olhos do eleitorado.


A atuação do Wagner Moura, como sempre, é primorosa e a direção teve o cuidado de amarrar o roteiro para não perder o foco da produção.

Quem assiste ao filme, sai da sala de cinema com uma nova visão de polícia, política, imprensa, milícia, favelas e toda a corja que, a cada 4 anos, surge com a cara de pau de pedir votos para continuar a usufruir das regalias do poder público e alimentar a bandidagem.
É certo que já sabemos da existência dos corruptos, mas o filme dá uma dimensão do impacto que eles causam na sociedade quando eles se tornam aliados da polícia corrupta (milícias) ou dos próprios bandidos.
Tropa de Elite 2 merece o recorde de bilheteria, os aplausos e todas as menções honrosas possíveis e inimagináveis. E que venha o terceiro, José Padilha!

Observação: Quem assistiu ao filme, pode comentar e os melhores comentários serão adicionados ao post.


Veja as críticas do filme:

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Uma análise do assalto


Todos os dias, milhões de pessoas são assaltadas. Seus imóveis, carros, bens pessoais e até mesmo suas vidas, as quais são transformadas de forma abrupta através do medo causado pela pressão psicológica do agressor, sendo este frio e calculista, muitas vezes armado a fim de coibir a sua vítima. 

O assalto é uma das formas mais cruéis de coação. Para o assaltante, são segundos preciosos para se obter vantagem e, para a vítima, aquele tempo parece interminável e aterrorizante no qual qualquer gesto pode gerar graves consequências.
Um movimento brusco ou alguma tentativa de reação não é a melhor saída para se livrar do bandido, como dizem os especialistas em segurança. Manter a calma também pode parecer insano, entretanto o auto-controle é fundamental para não provocar a fúria do meliante.

Para entrar na mira de um bandido basta chamar a atenção e não existe regra para a escolha do vestuário, caminho a percorrer, tipo de carro, casa ou apartamento. A globalização também atingiu o ramo da bandidagem e há roubos dos mais variados tipos, desde vultosos assaltos a bancos a pequenos furtos nas ruas.
Existe um consenso dos itens que chamam mais atenção como: jóias, roupas e tênis de marca famosa, celulares, mochilas e bolsas. É claro que devemos nos prevenir, mas o fato de evitar ostentar objetos de valor não nos livra deste mal, pois o assalto é como uma loteria, sendo a vítima a "premiada" em meio a centenas, milhares de pessoas.

Se você ganhar nessa "loteria", faça o que os especialistas recomendam: NUNCA REAJA AO ASSALTO. Essa dica deve ser potencializada se o indivíduo estiver armado.
Já que prevenir não garante a sua segurança, mas ajuda a fazer com que você não seja o escolhido do bandido, então siga essas dicas:

- Evite ir ao caixa eletrônico à noite;
- Fique atento ao andar pelas ruas, mesmo se elas estiverem movimentadas;
- Não pense que os assaltos apenas ocorrem no período noturno, mantenha a atenção durante o dia;
- Não exagere no vestuário com roupas de marca, jóias e muitos objetos de valor;
- Não abra a carteira em público;
- Coloque somente os itens necessários na sua bolsa;
- Evite  andar com mochilas;
- Ao falar ao celular, olhe para os lados e veja se há alguém te observando;
- Não compre carros luxuosos, pois são muito visados pelos assaltantes;
- Informe aos vizinhos quando for viajar para eles observarem a sua casa;
- O André Mansim, nos comentários deste texto, lembrou algo importante: dar preferência para as grades na frente da casa para que as pessoas enxerguem o que se passa lá dentro. Os muros altos e os portões fechados atrapalham a visibilidade e, deste modo, os ladrões fazem o que quiserem sem que ninguém do lado de fora perceba;
- Abuse dos meios de segurança como alarmes, câmeras, guardas-noturnos, seguros e etc;
- Não compre armas, pois elas não irão te ajudar se você não souber manuseá-las;
- Mantenha a sua vida financeira sob absoluto sigilo;
- Cuidado ao contratar faxineiras, pedreiros, encanadores... Peça referências ou indicação de algum amigo que conheça os profissionais;
- Se perceber que está sendo seguido, não vá para casa, tente despistar o cidadão.
- O Fernando bem lembrou nos comentários: os assaltos online estão à solta. Por isso devemos manter os nossos antivírus sempre atualizados ou evitar utilizar a Internet para fins bancários. Ser precavido nas compras online também é uma boa dica, pois os picaretas também aplicam os seus golpes no universo digital. Ao realizar uma compra, procurem os sites confiáveis e suas referências (CNPJ, amigos que já compraram e etc).

O assalto existe até nos países de primeiro mundo, portanto não depende de desigualdade  social ou falta de apoio governamental para ocorrer. É evidente que violência e falta de oportunidade na vida estão atreladas, mas isso não é determinante para haver a criminalidade. A questão do crime está mais ligada à falta de caráter, aos valores da pessoa e não à posição social que ela ocupa.
Deste modo, não devemos generalizar ao pensar que nas favelas só há bandidos e também não podemos colocar os nossos bens acima de nossas vidas. Afinal, o dinheiro perde-se hoje, mas ganha-se amanhã e nossa vida é única e preciosa, pois pra ela não tem uma segunda chance.

sábado, 2 de outubro de 2010

Poço dos desejos

Queridos leitores,

Amanhã é um grande dia! É a oportunidade de mudar o cenário político atual ou manter este modelo, dependendo apenas das nossas análises e reflexões.

Seja quem for seus candidatos escolhidos, desejo que tenha feito todo o levantamento dos prós e contras destas pessoas, porque ninguém é perfeito e, como nós, eles também possuem as suas falhas.
Também desejo que o seu voto seja consciente, com vontade de melhorar o país e  não se esqueçam dos candidatos nos quais votaram para cobrar mais empenho no exercício da administração pública.

Peço para todos votarem pensando ser o começo de um novo ciclo e guardem na memória toda a história da gestão para poderem escolher melhor no próximo pleito.


Almejo por um país mais justo com os menos favorecidos, uma melhor distribuição de renda e mais eficácia na aplicação dos impostos. A proatividade deve ser o carro-chefe dos nossos governantes, assim como a honestidade e o senso de administração. E que, entre os percalços, haja discernimento dos administradores para tomar a melhor decisão.

Que a corrupção seja combatida, que a FICHA LIMPA tenha mais força e seja rigorosamente aplicada, que os nossos membros do legislativo votem pensando no bem comum e não apenas no bem próprio.





Seu Anônimo - blog especializado em política

domingo, 26 de setembro de 2010

Por que é tão difícil respeitar a natureza?

As questões relacionadas à preservação da natureza são exaustivamente abordadas nas escolas, nos meios de comunicação, nas ruas e etc. Também pudera, pois não é de hoje que o nosso planeta sofre com tanta industrialização, crescimento desordenado das áreas urbanas, desmatamento, queimadas, utilização de fontes de energia esgotáveis e aumento da população. Assim, a palavra de ordem é PRESERVAR que significa resguardar.


A pergunta é simples:
O que você faz para preservar a natureza?

Devo completar o seu raciocínio com outra questão:
Quando você preserva a natureza, faz por livre e espontânea vontade ou devido ao apelo da mídia e demais setores da sociedade?

Uma das questões humanas mais difíceis de lidar é com a mudança dos nossos hábitos. Nós acostumamos com um certo jeito de viver e, quando precisamos alterá-lo, exige muita paciência e força de vontade. É assim com os vícios _ como o cigarro, a bebida _ com a vontade de emagrecer por alterar todo um estilo de vida e também é desta maneira com a preservação da natureza.

Para alguns, é extremamente complicado abdicar do conforto do carro para utilizar o nosso sistema de transporte público ou andar de bicicleta pelas ruas movimentadas das grandes cidades. Outros não conseguem tomar aquele banho relaxante após um dia cansativo de trabalho abaixo dos 15 minutos de duração. Deixar a casa toda iluminada para não ter o trabalho de apagar e acender a luz dos cômodos também é o hábito que muita gente possui e nem se dá conta do impacto que este pequeno gesto causará no futuro.
Outro gesto também difícil de ser combatido é o desperdício de água, pois nem percebemos quantos litros são perdidos ao acionarmos a descarga, ao escovarmos os dentes com a torneira aberta ou lavarmos o quintal com a mangueira ao invés da vassoura. Pra quê? É muito esforço usar a vassoura, não?
Existem também os sacos plásticos. Este mal ainda irá perpetuar por anos a fio se as autoridades não se mobilizarem para combatê-lo. Pra que levar sacola aos supermercados se temos o conforto dos sacos plásticos. E pra piorar, eles são frágeis, o que muitas vezes exige várias unidades para carregar apenas um produto, multiplicando estes poluidores da natureza como germes insaciáveis à procura de um hospedeiro.

Preservar a natureza exige muita atenção, perseverança e trabalho, pois é uma verdadeira mudança dos nossos próprios hábitos. Não precisamos fazer coisas mirabolantes que estão aquém das nossas possibilidades, apenas devemos observar os pequenos detalhes da nossa rotina diária e tentar realizar as nossas tarefas de forma a causar um menor impacto ambiental.
Todo mundo deveria fazer um exame de consciência para constatar o que daria para ser modificado no seu dia a dia, a fim de contribuir para a preservação do nosso querido planeta. Por isso perguntei se você, meu caro leitor, realizaria tal tarefa por livre e espontânea vontade porque não adianta dizer que está contribuindo se não é de bom grado. Você fará uma, duas, três vezes e vai parar mais adiante.

Além de efetuar ações que minimizam o impacto ambiental, também podemos cobrar das autoridades mais empenho para melhorar ainda mais os recursos de preservação como: construção de ciclovias, melhora do transporte público, estimular a coleta seletiva de lixo, leis que racionem o uso de sacolas plásticas e etc.
A consciência é nossa e a responsabilidade do todo é das autoridades, sendo que um deve complementar o outro na busca pela preservação dos recursos naturais.

Eis a equação:

Exame de consciência + Ações individualizadas de preservação + Atuação das autoridades = PRESERVAÇÃO DOS RECURSOS NATURAIS

Se todos se preocuparem mais com a natureza, respeitando as suas individualidades, certamente teremos um futuro com mais qualidade de vida, tanto da população, como do planeta. Pense nisso!

domingo, 19 de setembro de 2010

O misterioso mundo da mente humana

Em pleno século XXI, a Ciência ainda tenta desvendar os mistérios da mente humana. O cérebro humano é o órgão mais difícil de ser compreendido devido a sua complexidade, tanto nas reações químicas, como nos mecanismos resultantes de sua própria fisiologia, os quais podem alterar-se a cada instante, muitas vezes sem causa predeterminada.

O avanço da medicina já propiciou um melhor entendimento da capacidade do nosso cérebro, mas ainda está muito aquém de sua totalidade. De acordo o fisiologista americano Eric Kandel, em uma entrevista para a Revista Veja, se a ciência do cérebro fosse uma estrada de 100 quilômetros, o percurso percorrido seria de 10 a 20 quilômetros e estamos a 100 anos de chegar ao fim da estrada, quando o funcionamento do cérebro será totalmente conhecido.

Pesquisas não faltam para desvendar as doenças degenerativas e os transtornos mentais. É extremamente complicado interpretar o cérebro e suas reações químicas. A Tomografia Computadorizada e a Ressonância Magnética são poderosos aliados da Neurociência e exigem um profundo conhecimento das regiões cerebrais e suas funções para não acarretar interpretações equivocadas. É um trabalho árduo, mas com certeza gratificante para os pesquisadores da área.
Leandro Narloch, da Revista Veja, afirmou que a descoberta da neurogênese, o processo de produção de novos neurônios ao longo da vida, em 1998, e o avanço da tecnologia de neuroimagens revelaram uma realidade diferente. O cérebro tem capacidade de se regenerar e de se adaptar. Quando uma área sofre dano, outra pode muitas vezes assumir suas funções.


O livro A cientista que curou seu próprio cérebro é uma verdadeira viagem à mente humana, sendo que a própria autora _ uma conceituada neuroanatomista _ relata em detalhes como desenvolveu um AVC (Acidente Vascular Cerebral). Imaginem a experiência de uma médica, especialista nos assuntos do cérebro, vivenciar e saber o que se passa dentro da própria mente no momento da hemorragia cerebral. É a primeira vez que um pesquisador estuda a patologia de dentro pra fora, podendo relatar com fidelidade como ocorreram os sintomas do AVC. A americana Jill Bolte Taylor recuperou-se e voltou a trabalhar normalmente após os longos anos de recuperação também descritos no livro.


Os transtornos mentais também são incessantemente estudados e pouco se sabe a respeito das patologias, apesar do pleno avanço. Graças à Ciência, os portadores de doenças mentais são menos marginalizados nos dias de hoje, com a inclusão da família no processo de recuperação dos pacientes e o tratamento em domicílio, dispensando o leito hospitalar em muitos casos. Terapias como o eletrochoque foram totalmente abolidas. Para complementar o tratamento medicamentoso, a terapia ocupacional é largamente utilizada como ferramenta para a redução dos sintomas da doença.
As causas das doenças mentais são atribuídas a dois fatores: a disposição pessoal original e os agentes ocasionais.
A disposição pessoal original refere-se aos traços de personalidade do indivíduo. São as características endócrinas, metabólicas, neurológicas e etc que podem ou não favorecer o surgimento da doença mental.
Os agentes ocasionais são os estressores psicossociais que podem ou não desencadear uma doença mental. É a forma como a pessoa reage a estes fatores que determina ou não o aparecimento da doença. Por exemplo, a reação diante da morte de um parente muito querido.

As doenças degenerativas são aquelas que comprometem a estrutura cerebral como o Alzheimer, o Parkinson e etc.
A doença de Alzheimer acomete inicialmente a parte do cérebro que controla a memória, o raciocínio e a linguagem, mas pode também atingir outras regiões do cérebro, comprometendo outras funções. A causa da doença ainda é desconhecida e, embora ainda não haja medicações curativas, já existem drogas que atuam no cérebro tentando bloquear sua evolução, podendo, em alguns casos, manter o quadro clínico estabilizado por um tempo maior.
O Parkinson, por sua vez, acomete a função motora: tremores, lentidão de movimentos, rigidez muscular, desequilíbrio, além de alterações na fala e na escrita.

Deste modo, os mistérios da mente humana ainda vão intrigar inúmeras gerações, fazendo com que o homem trabalhe cada vez mais na busca por respostas que lentamente estão surgindo a medida que as pesquisas avançam. Enquanto isso, resta-nos exercitar o nosso cérebro para prevenir ou amenizar as doenças degenerativas, através da leitura, exercícios de lógica, palavras cruzadas e etc. Também devemos conhecer os transtornos mentais para nos livrar do preconceito da sociedade, a fim de respeitar os portadores desta enfermidade. As pesquisas avançam, o conhecimento também e as pessoas devem livrar-se de alguns conceitos da antiguidade os quais atrapalham o desenrolar da história em pleno século XXI.

Fontes:

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Marina Silva em 3D

MARINA SILVA
PV


BIOGRAFIA

Maria Osmarina Marina Silva Vaz de Lima nasceu numa colocação (casa sobre palafitas) chamada Breu Velho, no Seringal Bagaço, a 70 quilômetros de Rio Branco, Estado do Acre, no dia 08 de fevereiro de 1958.
Aos quinze anos, ela foi levada para a capital, com uma hepatite confundida com malária. Teve a proteção do então bispo do Acre, Dom Moacyr Grechi, que a acolheu na casa das irmãs Servas de Maria. Permanece na cidade, trabalhando como empregada doméstica e começa a estudar no Mobral (Movimento Brasileiro de Alfabetização), onde aprende a ler e escrever. Cursando supletivos, consegue terminar o ensino médio.
Em 1981 entrou na Universidade Federal do Acre, onde se formou em História. Influenciada por ideias marxistas, filia-se ao Partido Revolucionário Comunista (PRC), organização política clandestina que atuou de 1980 a 1989 - e que participaria da fundação do Partido dos Trabalhadores (PT).
Foi professora na rede de ensino de segundo grau e engajou-se no movimento sindical. Foi companheira de luta de Chico Mendes e com ele fundou a Central Única dos Trabalhadores (CUT) do Acre em 1985, da qual foi vice-coordenadora até 1986. Nesse ano, filiou-se ao Partido dos Trabalhadores (PT) e candidatou-se a deputada federal, porém não foi eleita.
Em 1988, foi eleita como a vereadora mais votada para a Câmara Municipal de Rio Branco. Causou polêmica por combater os privilégios dos vereadores e devolver benefícios financeiros que os demais vereadores também recebiam. Com isso, passou a ter muitos adversários políticos, mas a admiração popular também cresceu.
Em l990, elege-se deputada estadual. Em 1994, foi eleita senadora da República, pelo estado do Acre, com a maior votação, enfrentando uma tradição de vitória exclusiva de ex-governadores e grandes empresários do estado. Eleita aos 36 anos, torna-se a senadora mais jovem da história da república.
Foi Secretária Nacional de Meio Ambiente e Desenvolvimento do Partido dos Trabalhadores, de 1995 a 1997. Pode-se dizer que se tornou uma das principais vozes da Amazônia, tendo sido responsável por vários projetos, entre eles o de regulamentação do acesso aos recursos da biodiversidade.
Em 2002, com a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva à presidência da República, é nomeada ministra do Meio Ambiente, cargo do qual se demite em 13 de maio de 2008, já no segundo governo Lula, quando volta a atuar no Senado. No dia 19 de agosto de 2009, desliga-se do PT.
Filiada ao Partido Verde, participa no Senado como membro titular da Comissão de Meio Ambiente e suplente de várias outras comissões.

CARREIRA POLÍTICA

1981 - Filia-se ao Partido Revolucionário Comunista (PRC)
1985 - Fundou a Central Única dos Trabalhadores (CUT)
1986 - Filia-se ao PT
1988 - Vereadora mais votada do município de Rio Branco
1990 - Deputada Estadual mais votada de Rio Branco
1994 - Senadora pelo Acre com a maior votação
1995 - Secretária Nacional de Meio Ambiente e Desenvolvimento pelo PT
2003 - Ministra do Meio Ambiente
2009 - Filia-se ao PV.

Marina Silva recebeu o prêmio 2007 Champions of the Earth, concedido pelas Nações Unidas; a medalha Duque de Edimburgo, em reconhecimento à sua luta em defesa da Amazônia brasileira; o prêmio Sophie, também por seu trabalho em defesa do meio ambiente, oferecido pela fundação norueguesa Sophie (criada pelo escritor norueguês Jostein Gaarder, autor do best-seller "O Mundo de Sofia"); e o prêmio Mudanças Climáticas, da Fundação Príncipe Albert 2º de Mônaco. A senadora foi considerada pelo jornal espanhol El País e pela Revista Época um dos 100 maiores protagonistas e um dos 100 brasileiros mais influentes de 2009 respectivamente.

OPINIÕES

Legalização do aborto: “Proponho o debate democrático de um tema que não é fácil de ser enfrentado, na sociedade brasileira inclusive”.

Legalização da maconha: “Não sou favorável. Pessoas sérias são favoráveis porque acham que ajudaria a combater o tráfico de drogas. Mas, como não é uma decisão do Executivo, mas do Congresso, proponho um plebiscito para a sociedade decidir”.

Relacionamento com o Irã:  “O Brasil é a única democracia ocidental que está dando audiência para Ahmadinejad. (…) Temos que ficar bastante atentos, porque, na prática, o que eles querem, no meu entendimento, é fazer a bomba atômica. E estão tomando medidas protelatórias para ganhar tempo”.
 
Bolsa Família: “A primeira geração era o sacolão, não era o melhor caminho. A segunda geração foi a Bolsa Família, transferência direta de renda com a contrapartida simples, e a terceira geração deve promover a inclusão produtiva.”

Aumento dos aposentados: “No caso do reajuste dos aposentados, não vetaria. Acho que é justo recuperar o poder aquisitivo dos aposentados. É óbvio que leva a déficit e óbvio que precisamos ter um olhar para a previdência. Mas o governo e os estados precisam fazer suas escolhas”.

Usina Belo Monte: “Está sendo um empreendimento praticamente subsidiado. Está sendo subsidiado por quê? Não têm viabilidade ambiental, vários problemas sociais. E há denuncia de que temos problemas de viabilidade econômica. O governo coloca todo apoio com verbas públicas mostrando que o empreendimento economicamente não é sustentável”.
 
PLANO DE GOVERNO
 
Saúde: Também área prioritária, deve receber aumento de recursos condicionados ao cumprimento de metas, como na educação.

Educação: Um dos temas prioritários. A intenção, óbvia, é melhorar a educação e erradicar o analfabetismo. O programa prevê aumento de recursos da pasta embora não defina de onde sairá o dinheiro. “Não há como melhorar a educação sem a valorização do professor, e isso inclui aumento salarial”, diz Sandroni. O aumento salarial estaria, no entanto, vinculado a um sistema de metas para a educação. Aqueles profissionais que cumprissem as metas a serem estabelecidas receberiam mais dinheiro e algum tipo de reconhecimento público, segundo Sandroni.

Infraestrutura: No sistema de transporte a ênfase deve ser dada às ferrovias, às hidrovias e aos sistemas
híbridos combinando biocombustíveis e eletricidade. O sistema elétrico brasileiro necessita de um acréscimo anual, na sua capacidade instalada de geração, em torno de 3.300 MW médios.
O governo federal estimulará os municípios a obter terrenos a baixos custos para construir casas populares.
 
O programa de governo de Marina Silva pode ser lido na íntegra, clicando AQUI.
 
Fontes:

terça-feira, 14 de setembro de 2010

José Serra em 3D

JOSÉ SERRA

Coligação "O Brasil pode mais"
PSDB, DEM, PTB, PPS, PMN, PT do B


BIOGRAFIA

José Serra nasceu no dia 19 de março de 1942 no bairro da Mooca em São Paulo - capital.
Ingressou na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo para cursar Engenharia Civil em 1960. Seu início na política foi como presidente da União Estadual dos Estudantes de São Paulo (UEE-SP) entre 1962 e 1963. No comando da entidade, implementou várias mudanças, cortando o uso indevido de instalações e recursos e promovendo mais eventos culturais e debates políticos, o que deu mais visibilidade à UEE-SP. Em fins de 1962, Serra foi um dos fundadores da Ação Popular (AP). Participou de congressos em vários estados brasileiros como presidente da UEE-SP, tornando-se conhecido, o que veio a facilitar sua eleição para presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), em julho de 1963, como candidato da Ação Popular, tendo ainda o apoio do Partido Comunista Brasileiro. A UNE, na época, tinha status de partido político, dando a Serra a condição participar da política nacional e a oportunidade de contato com autoridades, governadores, e com o então presidente João Goulart, o Jango.
Após o golpe militar de 1964, foi para o exílio na Bolívia e depois para a França. Em 1965, foi  para o Chile, onde participou de ações políticas para denunciar a repressão no Brasil. Enfrentou dificuldades e não pôde concluir o curso de Engenharia, então decidiu cursar Economia. Fez Mestrado nesta disciplina na Universidade do Chile, da qual se tornou professor. Também foi funcionário da Organização das Nações Unidas neste período. Casou-se em 1967 com a psicóloga e bailarina Sylvia Mónica Allende Ledezma.
Em 1973, foi obrigado a exilar-se novamente após o golpe de Pinochet, tendo como destino os Estados Unidos, onde concluiu outro Mestrado e Doutorado em Ciências Econômicas pela Universidade de Cornell. Por dois anos, trabalhou como professor do Instituto de Estudos Avançados de Princeton.
Em 1978, retornou ao Brasil, tornando-se professor da Unicamp, pesquisador do Cebrap e editorialista da Folha de São Paulo. Ajudou a fundar o PMDB, antigo MDB.

CARREIRA POLÍTICA

1983 - Secretário de Economia e Planejamento do Estado de São Paulo (Governo Montoro)
1986 - Deputado Federal pelo PMDB (160 mil votos)
1988 - Um dos fundadores do PSDB
1990 - Deputado Federal (340 mil votos)
1994 - Senador (6,5 milhões de votos)
1994 - Ministério do Planejamento e Orçamento (Governo Fernando Henrique Cardoso)
1998 - Ministério da Saúde (Governo Fernando Henrique Cardoso)
2004 - Prefeito da Cidade de São Paulo
2006 - Governador do Estado de São Paulo
 
Foi o constituinte que conseguiu o maior percentual de aprovação de emendas, logrando aprovar 130 das 208 que apresentou. Uma delas, a de nº 239, instituiu o que veio a ser o Fundo de Amparo ao Trabalhador - FAT, para o financiamento do seguro-desemprego com uma fonte de recursos sólida e permanente, fazendo com que o benefício começasse a ser efetivamente pago no Brasil.
Em 29 de setembro de 1992, votou a favor da abertura de processo de impeachment do presidente Collor, acusado de corrupção.
Defendeu o voto distrital, o fim do voto obrigatório, o fortalecimento dos partidos e a correção das distorções na representação dos estados na eleição dos deputados federais.
Desenvolveu e implantou o programa "Brasil em Ação", um pacote de ações e obras do governo federal em parceria com estados, municípios e empresas privadas nos moldes do atual "PAC".
No Ministério da Saúde, comandou uma campanha de combate à Aids que é reconhecida como referência no mundo e que é, hoje, adotada por diversos países. Também implantou os genéricos e regulamentou a lei de patentes, fazendo aprovar uma resolução da Organização Mundial do Comércio que permite aos países quebrarem patentes em caso de interesse da saúde pública. Eliminou os impostos federais dos medicamentos de uso continuadoAmpliou as equipes do Programa de Saúde da Família e organizou o Sistema Nacional de Transplantes e a Central Nacional de Transplantes. Promoveu milhares de cirurgias por intermédio de mutirões combatendo doenças como, por exemplo, a catarata. Introduziu a vacinação dos idosos contra a gripe, eliminou doenças como o sarampo e criou a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Não obteve, porém, sucesso no combate à dengue, doença que até hoje é epidêmica.
Em 2004, assumiu a prefeitura de São Paulo, com um desempenho que correspondeu a sua imagem de administrador eficiente e aumentou sua popularidade. Assim, mesmo tendo feito a promessa de cumprir integralmente o mandato como prefeito, deixou o cargo para concorrer ao governo do Estado.
 
OPINIÕES
 
Legalização do aborto: “Eu não sou a favor do aborto. Não sou a favor de mexer na legislação. Agora, qualquer deputado pode fazer isso. Como governo, eu não vou tomar essa iniciativa”.

Legalização da maconha: “Sou contra a descriminalização da maconha. Ela é um caminho de entrada para drogas mais pesadas. A rede que se forma no tráfico é uma escola de quadros para o crime organizado”.

Relacionamento com o Irã: “Não (receberia o presidente iraniano), mas manteria relações com o Irã, sendo normais, comerciais. Defendo a autodeterminação dos povos. Acho que política externa tem duas dimensões: respeitar a autodeterminação, mas toda vez que puder ajudar nos direitos humanos deve fazer.”

Bolsa Família: “Acho que, assistencialista ou não, o Bolsa Família dever ser mantido. Você tem que ajudar as pessoas que estão com uma renda insuficiente para viver. Acho que deve ser fortalecido no vínculo habitacional e na saúde”.

Aumento dos aposentados: “Aposentado no Brasil ficou para trás. Tem que ter sim reposição ao longo do tempo que permite condição de vida mais digna. O que eles decidirem (presidente e ministro da Fazenda) eu vou apoiar. O governo é que têm os instrumentos, o conhecimento e a responsabilidade para tomar uma decisão nesse sentido”.

Usina de Belo Monte: “Belo Monte não é a terceira usina hidrelétrica do mundo. É menos da metade daquilo que se anuncia, porque na época da seca vai produzir menos da metade. Se o governo quer fazer ele precisaria convencer a sociedade, tanto em relação à economia quanto ao meio ambiente”.
 
PLANO DE GOVERNO
 
Saúde: Ampliar as equipes do Programa de Saúde da Família e de Saúde Bucal, expandir o SUS e investir em saneamento através do setor saúde. Reduzir o tempo de espera para conseguir tratamento, reduzir as desigualdades da rede de assistência, ampliar a capacidade do SUS _ no caso dos transplantes _ e ampliar a distribuição gratuita de medicamentos.
 
Educação: Investimento na valorização do professor com a formação continuada e incentivos à carreira. Ampliar o acesso das crianças de 4 a 6 anos à pré-escola, aumentar em 50% as matrículas na educação profissional, erradicar o analfabetismo dos jovens e adultos com menos de 30 anos, determinar que todas as instituições públicas de ensino superior organizem curso pré-vestibular gratuito para jovens carentes e ampliar o crédito educativo para os estudantes universitários de menor renda.
 
Infraestrutura: Construção de moradias, saneamento básico e transporte urbano.
 
O programa de governo do candidato José Serra pode ser lido na íntegra, clicando AQUI.
 
Fontes:

sábado, 11 de setembro de 2010

Dilma Roussef em 3D

DILMA ROUSSEF

Coligação "Para o Brasil seguir mudando"
PT, PMDB, PCdoB, PDT, PRB, PR, PSC, PSB, PTC e PTN



BIOGRAFIA

Dilma Vana Roussef nasceu em 14 de dezembro de 1947 em Belo Horizonte - MG.
Em 1964, ingressou no Colégio Estadual Central (atual Escola Estadual Governador Milton Campos), sendo que, nesta escola, o movimento estudantil era ativo, especialmente por conta do recente golpe militar. De acordo com ela, foi nesta escola que ficou "bem subversiva" e que percebeu que o mundo não era para "debutante", iniciando a sua educação política.
Ainda em 1964, ingressou na Política Operária (POLOP), uma organização oriunda do Partido Socialista Brasileiro. Seus militantes logo ficaram divididos quanto à implantação do socialismo: alguns defendiam a luta pela convocação de uma assembleia constituinte, outros preferiam a luta armada. Dilma ficou com o segundo grupo _ a luta armada _ que deu origem ao Comando de Libertação Nacional, o COLINA.
Suas ações no COLINA haviam se resumido a quatro assaltos a bancos, alguns carros roubados e dois atentados a bomba. O COLINA e a VPR (Vanguarda Popular Revolucionária) se uniram, originando a Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR-Palmares). Em 14 de janeiro de 1969, os militantes forma surpreendidos pelos policiais após um assalto a banco e reagiram, matando dois policiais e ferindo um terceiro.
Dilma passou a dormir cada noite em um local diferente e, como eram perseguidos pela cidade, a organização ordenou que fossem para o Rio de Janeiro.
Conforme divulgado pela revista Veja, Dilma teria sido a organizadora, na época, do roubo de um cofre pertencente ao ex-governador de São Paulo Ademar de Barros (considerado pela guerrilha como símbolo da corrupção) de onde foram subtraídos 2,5 milhões de dólares. A ação foi a mais espetacular e a mais rendosa para o grupo. Em pelo menos 3 ocasiões, Dilma negou ter participado do evento, mas depois mentos e relatórios policiais indicavam que coube a Dilma administrar o dinheiro.
Em 1970, foi levada à Operação Bandeirante (Oban), onde foi torturada. Foi condenada a 6 anos de prisão e, quando havia cumprido 3 anos, o Superior Tribunal Militar reduziu a sua pena para dois anos e um mês. Teve também os seus direitos políticos cassados por 18 anos.
Punida por subversão de acordo com o Decreto-lei 477, foi expulsa da Universidade Federal de Minas Gerais em 1973, o que fez Dilma prestar vestibular em outra universidade, graduando-se em 1977 em Ciências Econômicas na Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Sua primeira atividade remunerada após sair da prisão foi de estagiária na Fundação de Economia e Estatística (FEE).
A militância política, desta vez dentro da legalidade, foi reiniciada no Instituto de Estudos Políticos e Sociais (IEPES). Em 1976, Dilma trabalhou na campanha do vereador Glênio Peres, pelo MDB e, embora eleito, Peres foi cassado por denunciar torturas em um discurso. Em 1977, o nome de Dilma foi divulgado no jornal O Estado de São Paulo como um dos 97 subversivos infiltrados na máquina pública. Por isso, foi exonerada da FEE, sendo anistiada mais tarde.

CARREIRA POLÍTICA

1979 - Participou da fundação do PDT (Partido Democrático Trabalhista)
1980 - Assessora da bancada do PDT no Rio Grande do Sul
1985 - Secretária da Fazenda de Porto Alegre
1989 - Diretora Geral da Câmara Municipal de Porto Alegre
1993- Secretária Estadual de Energia, Minas e Comunicações (Alceu Collares - PDT)
1998 - Secretária Estadual de Energia, Minas e Comunicações (Olívio Dutra - PT)
2001- Filiou-se ao PT
2003- Ministra de Minas e Energia
2005- Ministra Chefe da Casa Civil


Na sua gestão na Secretaria de Minas e Energia do governo Olívio Dutra, a capacidade do setor elétrico aumentou em 46% e sua gestão foi marcada pelo respeito aos contratos da gestão anterior, pelos esforços em evitar um novo apagão e pela implantação de um modelo elétrico menos concentrado nas mãos do Estado.
O programa foi lançado em 2003 com o nome "Luz para todos" para beneficiar as famílias de baixa renda.
Como Ministra Chefe da Casa Civil, foi gerente do PAC, Programa de Aceleração do Crescimento.

OPINIÕES

Legalização do aborto: “Aborto é uma coisa que nenhuma mulher defende, ninguém fala “eu quero fazer aborto. Não é uma questão de foro íntimo, meu, seu, da igreja, de quem quer que seja. É algo que eu acredito que é política de saúde pública, acho que a legislação brasileira nesse ponto é muito clara”.

Legalização da maconha: “Acho que a gente não pode ser seduzido pelas políticas de descriminalização da droga quando no Brasil a gente vê um caso tão grave como esse, que é o crack. Eu darei extrema prioridade a combatê-lo”.


Relacionamento com o Irã: “A tentativa de construir um caminho em que haja o abandono das armas nucleares e passe para um uso pacífico para energia é bom para o mundo inteiro. Não é bom quando você isola um país, uma pessoa ou movimento social”.

Bolsa Família: “Quando criamos a Bolsa Família, disseram que estávamos dando esmola. Mas quem criticava eram pessoas dando do bom e do melhor e que jogam fora boa parte do que não consomem. Essas pessoas não sabem o tanto que uma mãe pode fazer com R$100,00 num supermercado”.

Aumento dos aposentados: “Tenho clareza de que o presidente Lula é um homem responsável e dará aos aposentados o que for compatível com a receita do país… Diferentemente disso, não seria correto da parte do presidente e ele não o faria.”

Usina de Belo Monte: “Não ache que o projeto correu, esse projeto tem mais de 20 anos. Foi discutido com todas as instancias. Acho que fizemos isso [projeto de Belo Monte] por um motivo muito simples: se o Brasil não produzir energia hídrica, vai produzir energia térmica”.

PLANO DE GOVERNO

Saúde: aumentar os recursos públicos para o setor; melhorar a gestão dos serviços do SUS; propiciar financiamento suficiente e estável para para os hospitais da rede pública e credenciada do SUS.

Educação: promover a inclusão digital com banda larga; aprofundar o processo de expansão das universidades públicas.

Infraestrutura: construção de novas hidrelétricas; ampliação da rede ferroviária, rodoviária, aeroportuária e da navegação costeira; conclusão das obras do Projeto São Francisco.

O programa de governo da candidata Dilma Roussef pode ser lido na íntegra, clicando AQUI.

Fontes:
Planeta G
Uol Educação
TopNews
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