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sexta-feira, 18 de março de 2011

A febre dos e-mails de massa

A Internet revolucionou a comunicação mundial. O que antes era demorado, oneroso e difícil, com a Internet tornou-se simples, prático, barato e com uma infinita margem de opções desde o entretenimento até a uma pesquisa científica.
As distâncias ficaram ainda menores após o advento da Internet, permitindo manter todo o mundo conectado, pois antes era inimaginável alguém conversar, em tempo real, com uma pessoa do outro lado do mundo com imagem e som.
Como tudo na vida, o avanço tecnológico não escapou de vir acompanhado dos malefícios: vírus que se espalham rapidamente, golpes de estelionatários, ameaça à segurança, bullying e maior exposição nos sites de relacionamentos.

Entretanto, há algo curioso que surgiu no mundo virtual e até hoje se propaga como se fosse uma verdade absoluta: os e-mails de massa. A superstição do passado transformou se em "praga" virtual que envolve os mais desavisados, atraindo-os para conseguir o objetivo da repassagem das mensagens. Será que o intuito do criador dos e-mails de massa é brincar, pegar os endereços dos e-mails, passar o tempo? Estranho é ter contatos da minha lista os quais são considerados esclarecidos que repassam estas mensagens.

Esse tipo de e-mail sempre possui um apelo para que o remetente repasse para a sua lista de contatos. Elas vêm com um tema, geralmente uma oração ou um texto e, no final, uma série de instruções. O maior absurdo é ler: "você terá sorte nas próximas horas se passar esta mensagem para mais de 30 pessoas". Depois, lemos o contrário: "se você deletar está mensagem, sua vida atrasará".
Agora eu pergunto: Como fazíamos antes da Internet? Essas correntes não existiam para promover a sorte ou o azar.


Em suma, todas essas mensagens são uma verdadeira perda de tempo e não trazem sorte, azar, amores, dinheiro e algo mais que o internauta desejar. Todos desejam achar a lâmpada mágica e fazer os seus pedidos e, talvez por isso, as pessoas repassem no intuito de atingir as suas metas ou realizar os seus sonhos. Pena que a vida é bem mais do que simples palavras na caixa de textos de um e-mail, pois devemos trabalhar duro para concretizar os nossos anseios. Viver no mundo da fantasia é para quem foge da realidade de batalhar pela própria felicidade e, talvez, o repasse destes e-mails diminuam um pouco alguma frustração ou esconde ainda mais a preguiça, o comodismo e a inércia.

A seguir um episódio da série Os normais que trata desses e-mails de massa _ Um pouco de azar é normal.

domingo, 19 de setembro de 2010

O misterioso mundo da mente humana

Em pleno século XXI, a Ciência ainda tenta desvendar os mistérios da mente humana. O cérebro humano é o órgão mais difícil de ser compreendido devido a sua complexidade, tanto nas reações químicas, como nos mecanismos resultantes de sua própria fisiologia, os quais podem alterar-se a cada instante, muitas vezes sem causa predeterminada.

O avanço da medicina já propiciou um melhor entendimento da capacidade do nosso cérebro, mas ainda está muito aquém de sua totalidade. De acordo o fisiologista americano Eric Kandel, em uma entrevista para a Revista Veja, se a ciência do cérebro fosse uma estrada de 100 quilômetros, o percurso percorrido seria de 10 a 20 quilômetros e estamos a 100 anos de chegar ao fim da estrada, quando o funcionamento do cérebro será totalmente conhecido.

Pesquisas não faltam para desvendar as doenças degenerativas e os transtornos mentais. É extremamente complicado interpretar o cérebro e suas reações químicas. A Tomografia Computadorizada e a Ressonância Magnética são poderosos aliados da Neurociência e exigem um profundo conhecimento das regiões cerebrais e suas funções para não acarretar interpretações equivocadas. É um trabalho árduo, mas com certeza gratificante para os pesquisadores da área.
Leandro Narloch, da Revista Veja, afirmou que a descoberta da neurogênese, o processo de produção de novos neurônios ao longo da vida, em 1998, e o avanço da tecnologia de neuroimagens revelaram uma realidade diferente. O cérebro tem capacidade de se regenerar e de se adaptar. Quando uma área sofre dano, outra pode muitas vezes assumir suas funções.


O livro A cientista que curou seu próprio cérebro é uma verdadeira viagem à mente humana, sendo que a própria autora _ uma conceituada neuroanatomista _ relata em detalhes como desenvolveu um AVC (Acidente Vascular Cerebral). Imaginem a experiência de uma médica, especialista nos assuntos do cérebro, vivenciar e saber o que se passa dentro da própria mente no momento da hemorragia cerebral. É a primeira vez que um pesquisador estuda a patologia de dentro pra fora, podendo relatar com fidelidade como ocorreram os sintomas do AVC. A americana Jill Bolte Taylor recuperou-se e voltou a trabalhar normalmente após os longos anos de recuperação também descritos no livro.


Os transtornos mentais também são incessantemente estudados e pouco se sabe a respeito das patologias, apesar do pleno avanço. Graças à Ciência, os portadores de doenças mentais são menos marginalizados nos dias de hoje, com a inclusão da família no processo de recuperação dos pacientes e o tratamento em domicílio, dispensando o leito hospitalar em muitos casos. Terapias como o eletrochoque foram totalmente abolidas. Para complementar o tratamento medicamentoso, a terapia ocupacional é largamente utilizada como ferramenta para a redução dos sintomas da doença.
As causas das doenças mentais são atribuídas a dois fatores: a disposição pessoal original e os agentes ocasionais.
A disposição pessoal original refere-se aos traços de personalidade do indivíduo. São as características endócrinas, metabólicas, neurológicas e etc que podem ou não favorecer o surgimento da doença mental.
Os agentes ocasionais são os estressores psicossociais que podem ou não desencadear uma doença mental. É a forma como a pessoa reage a estes fatores que determina ou não o aparecimento da doença. Por exemplo, a reação diante da morte de um parente muito querido.

As doenças degenerativas são aquelas que comprometem a estrutura cerebral como o Alzheimer, o Parkinson e etc.
A doença de Alzheimer acomete inicialmente a parte do cérebro que controla a memória, o raciocínio e a linguagem, mas pode também atingir outras regiões do cérebro, comprometendo outras funções. A causa da doença ainda é desconhecida e, embora ainda não haja medicações curativas, já existem drogas que atuam no cérebro tentando bloquear sua evolução, podendo, em alguns casos, manter o quadro clínico estabilizado por um tempo maior.
O Parkinson, por sua vez, acomete a função motora: tremores, lentidão de movimentos, rigidez muscular, desequilíbrio, além de alterações na fala e na escrita.

Deste modo, os mistérios da mente humana ainda vão intrigar inúmeras gerações, fazendo com que o homem trabalhe cada vez mais na busca por respostas que lentamente estão surgindo a medida que as pesquisas avançam. Enquanto isso, resta-nos exercitar o nosso cérebro para prevenir ou amenizar as doenças degenerativas, através da leitura, exercícios de lógica, palavras cruzadas e etc. Também devemos conhecer os transtornos mentais para nos livrar do preconceito da sociedade, a fim de respeitar os portadores desta enfermidade. As pesquisas avançam, o conhecimento também e as pessoas devem livrar-se de alguns conceitos da antiguidade os quais atrapalham o desenrolar da história em pleno século XXI.

Fontes:

domingo, 22 de agosto de 2010

O Candomblé, a Umbanda e a Quimbanda

Para entender as diferenças do Candomblé, Umbanda e Quimbanda, primeiro devemos saber a diferença entre religião e seita.

Religião:  é um culto a uma divindade, sendo definida como um conjunto de crenças ao sobrenatural, divino, sagrado, bem como o conjunto de rituais que derivam destas crenças.
Seita: é um grupo que segue uma doutrina que deriva ou diverge de uma religião.


CANDOMBLÉ é uma religião monoteísta que tem a sua origem com os primeiros escravos provenientes da África no século XVI. Como eles vinham de várias regiões do continente africano, o Candombé evoluiu para diversas divisões ou nações, as quais são totalmente diferentes entre si. As nações Ketu, Bantu e Jeje possuem como deus único Olorum, Nzambi e Mawu respectivamente.
Dentre os diversos grupos étnicos que ramificaram o Candomblé no Brasil, a tribo yoruba é a mais conhecida com os Orixás e seu deus é o Olorun, citado anteriormente.
Os Orixás são as divindades, os guardiões dos elementos da natureza cada qual têm as suas características e preferências.
Eles recebem homenagens regulares com oferendas de animais, vegetais e minerais, cânticos, danças e roupas especiais. Os orixás incorporam-se nos fiéis para fortalecer o axé (energia vital) que protege o terreiro e seus membros, sendo os cânticos em língua africana.
Nenhuma divindade é superior ou inferior a outra e não existe o bem e o mal de maneira isolada.


A UMBANDA é uma religião criada em 1908 pelo médium Zélio Fernandino de Moraes sob a influência do Caboclo das Sete Encruzilhadas.
A umbanda possui influências do Candomblé e do Espiritismo onde os espíritos são chamados de guias e os cultos de giras. Nestas, também há oferendas para os guias e os médiuns incorporam as entidades, entretanto eles dão passes e consultas e os cânticos são em língua portuguesa.
As entidades são agrupadas em hierarquia, que vai dos espíritos mais baixos (maus) aos mais evoluídos (bons). Podem ser: pretos-velhos, caboclos, boiadeiros, mineiros, crianças, marinheiros, ciganos, baianos, orientais, xamãs e exus.

QUIMBANDA é uma seita, sendo uma ramificação da Umbanda. Na Quimbanda é onde atuam os exus e pombas-giras que fazem uso das forças negativas.


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