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domingo, 26 de setembro de 2010

Por que é tão difícil respeitar a natureza?

As questões relacionadas à preservação da natureza são exaustivamente abordadas nas escolas, nos meios de comunicação, nas ruas e etc. Também pudera, pois não é de hoje que o nosso planeta sofre com tanta industrialização, crescimento desordenado das áreas urbanas, desmatamento, queimadas, utilização de fontes de energia esgotáveis e aumento da população. Assim, a palavra de ordem é PRESERVAR que significa resguardar.


A pergunta é simples:
O que você faz para preservar a natureza?

Devo completar o seu raciocínio com outra questão:
Quando você preserva a natureza, faz por livre e espontânea vontade ou devido ao apelo da mídia e demais setores da sociedade?

Uma das questões humanas mais difíceis de lidar é com a mudança dos nossos hábitos. Nós acostumamos com um certo jeito de viver e, quando precisamos alterá-lo, exige muita paciência e força de vontade. É assim com os vícios _ como o cigarro, a bebida _ com a vontade de emagrecer por alterar todo um estilo de vida e também é desta maneira com a preservação da natureza.

Para alguns, é extremamente complicado abdicar do conforto do carro para utilizar o nosso sistema de transporte público ou andar de bicicleta pelas ruas movimentadas das grandes cidades. Outros não conseguem tomar aquele banho relaxante após um dia cansativo de trabalho abaixo dos 15 minutos de duração. Deixar a casa toda iluminada para não ter o trabalho de apagar e acender a luz dos cômodos também é o hábito que muita gente possui e nem se dá conta do impacto que este pequeno gesto causará no futuro.
Outro gesto também difícil de ser combatido é o desperdício de água, pois nem percebemos quantos litros são perdidos ao acionarmos a descarga, ao escovarmos os dentes com a torneira aberta ou lavarmos o quintal com a mangueira ao invés da vassoura. Pra quê? É muito esforço usar a vassoura, não?
Existem também os sacos plásticos. Este mal ainda irá perpetuar por anos a fio se as autoridades não se mobilizarem para combatê-lo. Pra que levar sacola aos supermercados se temos o conforto dos sacos plásticos. E pra piorar, eles são frágeis, o que muitas vezes exige várias unidades para carregar apenas um produto, multiplicando estes poluidores da natureza como germes insaciáveis à procura de um hospedeiro.

Preservar a natureza exige muita atenção, perseverança e trabalho, pois é uma verdadeira mudança dos nossos próprios hábitos. Não precisamos fazer coisas mirabolantes que estão aquém das nossas possibilidades, apenas devemos observar os pequenos detalhes da nossa rotina diária e tentar realizar as nossas tarefas de forma a causar um menor impacto ambiental.
Todo mundo deveria fazer um exame de consciência para constatar o que daria para ser modificado no seu dia a dia, a fim de contribuir para a preservação do nosso querido planeta. Por isso perguntei se você, meu caro leitor, realizaria tal tarefa por livre e espontânea vontade porque não adianta dizer que está contribuindo se não é de bom grado. Você fará uma, duas, três vezes e vai parar mais adiante.

Além de efetuar ações que minimizam o impacto ambiental, também podemos cobrar das autoridades mais empenho para melhorar ainda mais os recursos de preservação como: construção de ciclovias, melhora do transporte público, estimular a coleta seletiva de lixo, leis que racionem o uso de sacolas plásticas e etc.
A consciência é nossa e a responsabilidade do todo é das autoridades, sendo que um deve complementar o outro na busca pela preservação dos recursos naturais.

Eis a equação:

Exame de consciência + Ações individualizadas de preservação + Atuação das autoridades = PRESERVAÇÃO DOS RECURSOS NATURAIS

Se todos se preocuparem mais com a natureza, respeitando as suas individualidades, certamente teremos um futuro com mais qualidade de vida, tanto da população, como do planeta. Pense nisso!

sábado, 4 de setembro de 2010

A evolução da vaidade masculina


Mudança é uma palavra difícil de processar, pois envolve insegurança frente ao desconhecido, esforço durante a transição a fim de superar os seus percalços e continuidade para manter a transformação imposta. A evolução da humanidade é marcada pela constante mudança, seja no âmbito físico, social, moral, espiritual, conceitual e a história está aí para evidenciar tais modificações e apontar o que evoluiu para a melhora ou piora desde os primórdios até os dias atuais.

O homem, por si só, é um objeto de transformação devido a sua enorme capacidade intelectual e também de adaptação às novas condições impostas neste processo.
A mudança de comportamento, por sua vez, é uma das mais difíceis de se adaptar porque ela é gradativa e envolve a base conceitual da sociedade a qual não aceita novas referências.

A sociedade, implacável nos seus julgamentos, recusou a introdução da vaidade masculina em seu meio. Muitos associavam _ e até hoje associam _ os homens vaidosos com a opção sexual, criando um rótulo de muita vaidade relacionada à baixa masculinidade e ao homossexualismo, sendo este conceito um dos mais errôneos e preconceituosos.

Como todos sabem, os homossexuais são exímios cuidadores da aparência e, não é por acaso, que eles invistam nesta área como consultores de moda, estilistas, cabeleireiros e etc. Entretanto, este universo não pertence apenas aos homossexuais, afinal todas as pessoas _ independente da opção sexual _ possuem as suas habilidades.
Aos poucos, a sociedade foi absorvendo este novo conceito no universo masculino e os homens libertaram-se do estigma da alta vaidade relacionada à baixa masculinidade e opção sexual. Para comprovar essa nova tendência, a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica aponta que houve um aumento de 30% dos homens que procuram os consultórios nos últimos 16 anos.

E outras opções para melhorar a estética, que antes eram utilizadas apenas pelas mulheres, agora também fazem parte da agenda dos homens: limpeza de pele, massagem modeladora, bronzeamento artificial, cremes e até a temida depilação.

As mulheres aprovaram esta mudança no comportamento masculino, sendo que muitos casais procuram as clínicas estéticas e os consultórios dos cirurgiões plásticos. No Orkut, há várias comunidades sobre o tema e uma delas _ Eu admiro a vaidade masculina _ conta com 1859 membros.


O benefício destas mudanças atingiu não só os homens, mas também as mulheres que passaram a compartilhar do cuidado com a estética com os seus companheiros, as empresas que ampliaram o seu mercado de produtos e serviços voltados para a beleza e a sociedade que está mais complacente com esta nova tendência. Mas o melhor de tudo foi a introdução do autocuidado no universo masculino, pois beleza e saúde estão intimamente atreladas. Quem cuida da própria beleza de maneira saudável, sem exageros, está cuidando da saúde e melhorando a autoestima e a qualidade de vida. Assim, homens e mulheres vão quebrando tabus e evoluindo cada vez mais para usufruir de uma vida melhor.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

A campanha anti-fumo


Fumante hoje em dia já pode ser considerado como um animal em extinção. De acordo com a pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), o percentual de fumantes no Brasil caiu de 16,2% para 15,5% de 2006 a 2009.
De acordo com o levantamento, 19% dos homens e 12,5% das mulheres fumam e a maior queda no uso do cigarro ocorreu na faixa etária dos 35 a 44 anos.
O uso dessa substância no Brasil vem caindo há mais de duas décadas. Em 1989, 33% da população fumava, segundo a Pesquisa Nacional de Saúde e Nutrição, realizada pelo IBGE.
Tal redução ocorreu graças às campanhas anti-tabagismo do Ministério da Saúde e também às mudanças de comportamento da população. O cigarro muitas vezes estava associado ao consumo de bebidas alcoólicas, ao estereótipo de grande homem/mulher e suas propagandas mostravam pessoas bonitas, saudáveis, de bem com a vida e praticando esportes.

Atualmente, como todos sabem, a TV não veicula mais propagandas das marcas de cigarro e apenas as campanhas anti-fumo aparecem nos comerciais. Os maços de cigarro apresentam fotos chocantes com as consequências do uso contínuo do tabaco.


Mesmo assim, conhecemos pessoas que insistem no hábito de fumar, onde o vício fala mais alto do que o senso dos malefícios do cigarro.
No Brasil, estima-se que 200.000 mortes por ano são decorrentes do tabagismo (OPAS 2002). De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), pelo menos 2,6 mil não-fumantes morrem por ano devido a doenças provocadas pelo tabagismo passivo.
O fumante passivo é outro alvo que começou a ganhar sua alforria com as leis anti-fumo. Com muita justiça, os locais públicos _ exceto ao ar livre, sem paredes nem toldos _ foram excluídos da rota dos fumantes para não prejudicar a saúde das pessoas isentas do cigarro.
Cada vez mais, o cerco aos fumantes está se fechando com leis e campanhas rigorosas. O que antes era tolerável, hoje não é mais e os amantes do cigarro tornaram-se minoria.
A conscientização é um trabalho árduo e lento, pois os resultados são evidenciados a longo prazo. Entretanto, o investimento está obtendo o seu devido retorno e, quem sabe, daqui a alguns anos, o Brasil poderá ser considerado um país onde o fumo esteja erradicado.

Mais informações:

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Honestidade - passe adiante

Há algum tempo, veicularam na mídia comerciais que abordavam a honestidade, generosidade, caráter e demais bons valores que aprendemos com os nossos pais ou responsáveis no período da infância.
Na época, eu imaginava:
Será que as famílias não educam de maneira adequada a ponto de precisar das propagandas?
Ou a corrupção é tão avassaladora _ não só na política, mas em todos os setores da sociedade _ e a população tem que ser reeducada através dos anúncios da TV?


Sabemos que o modelo familiar mudou exageradamente através dos tempos. A mulher adquiriu o seu lugar no mercado de trabalho, gerando profundas transformações na condução do lar. O que antes era realizado pelas mães, agora é da alçada das empregadas domésticas e babás. A educação dos filhos tornou-se responsabilidade de terceiros os quais nem têm vínculo consanguíneo, o que piora a situação, pois os valores transmitidos nem sempre são os mesmos do núcleo familiar.
Não estou afirmando que todas as famílias agem desta forma, mas grande parte delas encontra nas babás a saída para manter a harmonia da vida pessoal e profissional dos pais.
Além da educação desvirtuada, há também o risco de violência e abusos, podendo causar sérios transtornos para o resto da vida da criança. Os noticiários contêm inúmeros exemplos das más profissionais com famílias que se cercaram de cuidados para contratar e, mesmo assim, não evitaram que a criança fosse seriamente prejudicada.


Todos sabem que, para manter um bom padrão de vida, os pais devem se  dedicar e se esforçar ainda mais neste mercado de trabalho tão competitivo. Não condeno quem escolhe trabalhar e deixa os filhos sob a total responsabilidade das babás. Apenas questiono se a escolha pela carreira vale o tempo perdido com as crianças.
Àqueles que não têm opção, resta-lhes contar com a sorte de ter um profissional capacitado, dotado de bons valores éticos e morais para que os filhos não necessitem _ no futuro _ de comerciais sobre honestidade, caráter e generosidade.

sábado, 8 de maio de 2010

Não deixe para amanhã o que pode ser feito hoje

Como acompanhamos no noticiário, a FIFA ameaçou transferir a copa de 2014 para a Inglaterra devido ao atraso no início das obras dos estádios que vão sediar os jogos. Se isso acontecer, será o primeiro caso de descredenciamento de um país na história dos mundiais.
Essa mesma tática da FIFA ajudou a África do Sul a cumprir o cronograma das obras para o mundial deste ano. Mas voltaremos ao Brasil.
Não é de hoje que ouvimos falar em brasileiros deixando para  última hora o que deveriam ter realizado há muito tempo. Todos os anos, acontece uma sobrecarga no site da Receita Federal nos últimos dias da entrega do imposto de renda. E quem não se lembra da grande extensão das filas em frente aos cartórios eleitorais para a retirada ou transferência do título de eleitor no último dia 05 de maio?
As pessoas não se programam e depois passam horas em filas, enfrentam problemas técnicos nos sites e qualquer outro contratempo que o atraso provocar. Na maioria das vezes, sempre acontece algo errado na hora errada e, quando deixamos para a última hora, isso parece maldição. Quem já ficou preso no trânsito quando estava atrasado para algum compromisso?
A rotina de deixar para o último instante o que podemos fazer agora mais os vários contratempos que enfrentamos com essa escolha de estilo de vida confirma a tese da lei de Murphy.
A lei de Murphy afirma que "se alguma coisa pode dar errado, com certeza dará". Ela é oriunda do resultado de um teste de tolerância à gravidade por seres humanos, feito pelo engenheiro aeroespacial norte-americano Edward Murphy. Ele deveria apresentar os resultados do teste; contudo, os sensores que deveriam registrá-lo falharam exatamente na hora. Frustrado, Murphy disse "Se este cara tem algum modo de cometer um erro, ele o fará" — em referência ao assistente que havia instalado os sensores. Daí, foi desenvolvida a assertiva: "Se existe mais de uma maneira de uma tarefa ser executada e alguma dessas maneiras resultar num desastre, certamente será a maneira escolhida por alguém para executá-la".
Já que a probabilidade de erro é grande, pra que deixar para amanhã o que podemos fazer hoje? 
Portanto, o ditado popular é sábio ao afirmar "não deixe para amanhã o que pode ser feito hoje".

terça-feira, 13 de abril de 2010

Família X Amizade

Família, amizade... Melhor seria se essas palavras fossem um sinônimo e esse amor fosse único. Entretanto, no mundo das afinidades, o acaso encarrega-se de unir tais palavras.
A família institui as nossas bases, ajuda-nos a trilhar nossos caminhos, implanta os nossos valores e etc. Como não escolhemos seus integrantes, nem sempre eles se tornam nossos amigos. Em uma família desunida, por exemplo, as pessoas são ligadas apenas por laços consanguíneos e falta afeto, generosidade, altruísmo.
Por isso, ter amigos hoje em dia é como encontrar pedras preciosas. A verdadeira amizade não se apaga, mesmo nas alegrias, tristezas, saúde e doença; o verdadeiro amigo não desampara e não faz distinção de raça, posição social ou status.
Muitas vezes, no momento da dificuldade, o amigo estende a mão e não mede esforços para sanar ou atenuar o problema. Neste instante, a família não percebe as agruras do "ente querido" ou fecha os olhos, mantendo a inércia do comodismo.
Em suma, vamos abrir os nossos olhos para o mundo e analisar os relacionamentos a fim de encontrar os verdadeiros amigos _ familiares ou não. Ao antever o grau de relacionamento poupamos tempo, lágrimas e vida.

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